A vitamina K2 (menaquinona, menatetrenona) é produzida normalmente pelas bactérias dos intestinos, e a sua deficiência na dieta é extremamente rara, a menos que os intestinos estejam muito danificados.
A vitamina K é um micronutriente essencial para o organismo, existindo naturalmente nos alimentos e também na forma de suplementos. Em condições normais, o organismo necessita de quantidades muito pequenas desta vitamina para o seu bom funcionamento. A vitamina K desempenha muitas funções importantes contribuindo, como todas as outras vitaminas, para que o organismo esteja sempre em equilíbrio, trabalhando em sintonia para a manutenção da saúde. A vitamina K faz parte do grupo das vitaminas lipossolúveis (solúveis em gordura). 

 

Esta vitamina desempenha função importante no complexo processo de coagulação do sangue, onde exerce papel fundamental na biossínteses de protombina (fator de coagulação) no fígado. Quatro componentes, denominados proteínas coaguladoras ou fatores de coagulação II, VII, IX e X, dependem da presença de vitamina K para a sua formação. O processo de coagulação do sangue, do qual participam os 4 fatores acima citados, é importante para controlar um possível sangramento no organismo. A vitamina K também participa do processo de formação dos ossos, previne o desenvolvimento da osteoporose (doença cuja densidade mineral óssea se torna muito baixa, tornando o esqueleto incapaz de sustentar estresses corriqueiros, uma condição caracterizada por ocorrência de fraturas) e converte glicose em glicogênio (reserva de energia do organismo) para ser armazenado no fígado.
Existem pelo menos 3 formas de vitamina K e todas pertencem a um grupo de compostos químicos conhecidos como quinonas.

 

São elas: filoquinona ou vitamina K1, menaquinona ou vitamina K2 e menadiona ou vitamina K3:
Filoquinona ou vitamina K1: também conhecida como fitomenadiona, constitui a principal forma da vitamina K adquirida através da alimentação. Esta forma da vitamina K é muito importante, pois participa da síntese de protrombina (fator de coagulação).
Menaquinonas ou vitamina K2: são sintetizadas (produzidas) por bactérias presentes no intestino (bactérias que normalmente fazem parte da flora intestinal e não causam doenças, contribuem para a absorção de nutrientes e para o bom funcionamento do intestino).
Menadionas ou vitamina K3: são formas sintéticas, ou seja, produzidas em laboratório e são hidrossolúveis (solúveis em água), porém, pouco utilizadas atualmente.

É importante que a gestante tenha uma alimentação equilibrada e que supra as necessidades adicionais de nutrientes, para que mantenha sua saúde e forneça o suprimento necessário para o bebê. O recém-nascido apresenta baixas reservas de vitamina K, devido ao baixo transporte placentário e o leite materno apresenta baixas concentrações de vitamina K. A suplementação da gestante antes do parto aumenta os níveis desta vitamina no sangue do cordão umbilical, no leite materno e no sangue do recém-nascido. No entanto, a doença hemorrágica do recém-nascido parece estar mais relacionada à má utilização da vitamina K do que à deficiência desta vitamina; mesmo assim a Academia Americana de Pediatria recomenda a suplementação de vitamina K para o recém-nascido. O leite de vaca apresenta quantidades bem maiores desta vitamina comparado ao leite materno (5 a 10 mcg/L). Apesar disso, o aleitamento materno é a melhor alternativa de alimentação para o lactente, por apresentar benefícios nutricionais, imunológicos e psicológicos. A amamentação é fundamental para a saúde e bem-estar da mãe e do bebê.

 
 
 A vitamina K é absorvida no intestino (cerca de 40 a 80 % da ingestão oral). A absorção desta vitamina necessita da presença de bile (substância produzida pelo fígado e armazenada na vesícula biliar) e de suco pancreático (produzido pelo pâncreas). A vitamina K absorvida é transportada para o fígado e distribuída pelo sangue para outros tecidos como pele, músculos, coração e medula óssea. É armazenada no fígado em pequena proporção, em uma quantidade menor se comparada com as outras vitaminas lipossolúveis (A, D e E).
As principais fontes naturais de vitamina K1 são fígado suíno, hortaliças de coloração verde-escura (couve, espinafre, repolho, couve-flor, brócolis, alface), óleos vegetais (de oliva, canola, soja e semente de algodão). Cereais como trigo e aveia, bem como o leite de vaca têm baixos teores de vitamina K, mas ainda significantes. Além de ser sintetizada por bactérias presentes no intestino, a vitamina K2 é encontrada na gema de ovos, manteiga, fígado de boi, certos queijos e produtos fermentados de soja. Como suplemento, a vitamina K pode ser encontrada na forma de drágeas, comprimidos mastigáveis, comprimidos solúveis em água e soluções injetáveis. A vitamina K não é usualmente incluída na maioria dos suplementos em associação a outras vitaminas e minerais.

 

Função

Tem papel muito importante na coagulação do sangue. Portanto, sua falta pode causar hemorragias.

 

As principais formas da vitamina K são: K1 ou liloquinona - encontrada na dieta. K2 ou menaquinona - obtida através da síntese que ocorre no organismo a partir das bactérias intestinais, principalmente da Escherichia coli. A absorção da vitamina K1 se dá no intestino delgado, necessita dos sais biliares e como todas as vitaminas lipossolúveis do Quilo Mícron (QM), que faz o transporte das gorduras e destas vitaminas da linfa até a circulação sangüínea. Já a vitamina K2 tem sua absorção no intestino grosso, porém o resto de sua absorção se dá igual a K1. São armazenadas no fígado, músculos e pele. A utilização desta vitamina pelo organismo se dá muito rapidamente, então sua depeleção (sua deficiência) pode ocorrer em uma semana se: - houver uma deficiência na produção de sais biliares ou falta de gordura e proteínas; - ocorrer esteatorréia (diarréia), ou seja, muita excreção de gorduras pelas fezes e assim perda da vitamina; - estiver presente anticoagulantes ou ainda uma cirrose, onde a utilização desta vitamina estará diminuída pelo fígado; - estiver utilizando antibiótico que destruirá flora bacteriana normal do organismo.

 

A vitamina K tem como principal função ser coagulante e anti-hemorrágica. Participa na formação de certos fatores de coagulação no fígado.Sua carência pode aumentar o tempo de coagulação e diminuir a produção dos fatores de coagulação o que é perigoso por exemplo num paciente que irá fazer uma cirurgia, pois não haverá a coagulação ocorrendo uma hemorragia. Está presente nos vegetais verdes folhosos como alfafa, couve e rúcula, assim como no fígado de porco.Sua necessidade segundo a RDA: 80 mcg/dia para o homem e 65mcg/dia para a mulher. Para crianças até 6 meses 5mcg/dia e para as crianças de 6 meses até 1 ano suarecomendação é de 10mcg/dia.

 

Fontes

Fígado, vegetais de folhas verdes (espinafre, couve-flor, repolho), leite, tomate, arroz integral, ervilha, óleos vegetais, sementes de soja, chá verde, gema de ovo, aveia, trigo integral, batatas, aspargos, manteiga, queijo, carne de vaca e de porco, presunto, cenouras e milho.
 

 

Papel na doença

A deficiência de vitamina K pode ocorrer por absorção intestinal inadequada (como pode ocorrer na obstrução do ducto biliar), por ingestão terapêutico ou acidental de antagonistas da vitamina K ou, muito raramente, por deficiência nutricional de vitamina K.

Como resultado da deficiência adquirida de vitamina K, os resíduos Gla não são ou são formados incompletamente, desta forma as proteínas-Gla ficam inativas. O não-controle dos três processos mencionados acima podem gerar: risco de sangramento interno massivo e incontrolado, calcificação das cartilagens e má formação severa dos ossos em desenvolvimento, ou deposição de sais de cálcio nas paredes dos vasos arteriais.

 

Doenças, Sintomas e Sinais Relacionados

Anemia Hemolítica, Diabetes, Osteoporose

A concentração de vitaminas no organismo depende exclusivamente de sua ingestão e absorção adequada, seja através da dieta ou de suplementos. Portanto, o excesso ou a deficiência de sua ingestão pode causar determinadas doenças, sinais e sintomas , que serão citadas abaixo:

 

Deficiência

A vitamina K, além de ser encontrada naturalmente nos alimentos, é produzida por bactérias da flora intestinal. Portanto, dificilmente ocorre deficiência de vitamina K no organismo (hipovitaminose K) se não existir outras causas envolvidas. A deficiência de vitamina K, porém, pode ocorrer devido a doenças como síndromes de má absorção, obstrução da vesícula biliar (que impede a presença normal da bile no intestino) ou como conseqüência de tratamento prolongado com medicamentos antibióticos, que eliminam as bactérias da flora intestinal.
A evidência clínica mais confiável da deficiência de vitamina K é um aumento no tempo de coagulação, conseqüentemente, há um aumento da tendência a sangramentos (hemorragias). Os sintomas mais comuns são o surgimento de pequenas manchas na pele resultantes de hemorragias (equimoses), sangramentos nasais, hemorragias intestinais e hematúria (presença de sangue na urina). Indivíduos diabéticos, de forma geral, apresentam alterações da flora intestinal, prejudicando a síntese de vitamina K pelas bactérias presentes no intestino. Devido à carência de vitamina K, o diabético apresenta dificuldade de coagulação e cicatrização, necessitando, portanto, de suplementação desta vitamina.

 

Os recém-nascidos podem desenvolver uma hemorragia típica, chamada "doença hemorrágica do recém-nascido", que pode ser provocada por: fornecimento insuficiente de vitamina K pelo organismo da mãe, o que acarreta reservas insuficientes no organismo do bebê; flora intestinal reduzida e, conseqüentemente, produção insuficiente de vitamina K; fígado imaturo para a síntese de protrombina (componente da coagulação sangüínea). Os sintomas da deficiência de vitamina K no recém-nascido são sangramento no trato gastrintestinal, ocasionando presença de sangue nas fezes, sangramento na mucosa nasal e no umbigo.

 

Excesso

De forma geral, o excesso de vitamina K no organismo é mais difícil de ocorrer que sua deficiência, mas a superdosagem através da suplementação excessiva pode provocar alguns sintomas característicos. Tanto a vitamina K, como as demais vitaminas lipossolúveis (A, D e E) são armazenadas na forma de depósitos no organismo podendo se acumular e levar à hipervitaminose.

A vitamina K é geralmente bem tolerada. Existem poucas informações sobre os níveis de vitamina K em que podem ocorrer reações adversas, é sugerida, entretanto, para a filoquinona ou vitamina K1 uma proporção de segurança cerca de 50 vezes da ingestão normal. O excesso de vitamina K no organismo (hipervitaminose K) pode provocar doença hepática e anemia hemolítica (por destruição de células vermelhas do sangue). Altas doses de vitamina K em crianças podem provocar danos cerebrais. Em recém-nascidos, as doses não devem exceder os 5 mcg recomendados para a idade, pois os sistemas enzimáticos do fígado dos bebês ainda são imaturos.

 

Precauções

Os suplementos de vitamina K devem ser armazenados em local seco, fresco, longe da luz direta e não devem ser congelados. Devem ser mantidos fora do alcance de crianças.
As drágeas devem ser engolidas inteiras, sem mastigar ou triturar, acompanhadas de líquido, juntamente com as refeições.

É importante levar em consideração alguns cuidados relativos à ingestão da vitamina K, seja através da dieta ou na forma de suplementos, pois algumas pessoas apresentam problemas que podem ser agravados pela ingestão desta vitamina, caso não haja orientação e supervisão de um profissional de saúde.
 

 

Contra-indicações

Suplementos de vitamina K são contra-indicados às pessoas que apresentam hipersensibilidade a qualquer componente presente na formulação.

Alergia à vitamina K: a vitamina K não deve ser utilizada por pessoas alérgicas à própria vitamina ou aos outros componentes da fórmula.
Alteração da flora bacteriana intestinal: casos como fibrose cística (doença que afeta as secreções do pâncreas, pulmões e intestinos), diarréia prolongada, doenças intestinais de longa duração, que podem afetar a produção normal de vitamina K pela flora bacteriana intestinal, também devem ser considerados.

 

Bebês e crianças: em recém-nascidos, as doses não devem exceder os 5 mcg recomendados para a idade, pois os sistemas enzimáticos do fígado dos bebês ainda são imaturos.

 

Gravidez: existem alguns relatos de casos de hiperbilirrubinemia (icterícia) em recém-nascidos, cujas mães foram tratadas com menadiona ou vitamina K3. "Saúde já recomenda que o uso de suplementos de vitamina K por gestantes e lactantes seja prescrito e supervisionado por um profissional de saúde".

Hipoglicemiantes, sulfoniluréias, furazolidona, menadiol, metildopa, primaquina, procainamida, quinidina, sulfonamida: estes medicamentos indutores de hemólise aumentam o risco de hemorragia e não devem ser administrados em conjunto com a vitamina K.

 

Idosos: não foram encontradas informações na literatura pesquisada. "Saúde já recomenda que o uso de suplementos de vitamina K por idosos seja prescrito e supervisionado por um profissional de saúde, já que o uso deste suplemento pode interagir com alguns medicamentos freqüentemente prescritos e utilizados por idosos."
 

 

Lactação: recomenda-se que o uso da vitamina K seja prescrito e supervisionado por um profissional de saúde. 

 

Varfarina: recomenda-se que pacientes que estejam usando anticoagulantes orais consultem um profissional de saúde antes de ingerir um suplemento de vitamina K , pois esta vitamina pode interferir na ação de tais medicamentos.

 

"Saúde já recomenda que o uso de suplementos de vitamina K seja prescrito e supervisionado por um profissional de saúde. Encontre um neste site."
 

 

Toxicidade

Tanto a vitamina K, como as demais vitaminas lipossolúveis (A, D e E) são armazenadas na forma de depósitos no organismo, podendo se acumular e levar à hipervitaminose. O excesso de vitamina K no organismo (hipervitaminose K) pode provocar doença hepática (do fígado) e anemia hemolítica (por destruição de células vermelhas do sangue). Altas doses de vitamina K em crianças podem provocar danos no cérebro.

 

A fitomenadiona, quando injetada rapidamente por via intravenosa, pode causar efeitos imediatos, acompanhados por sintomas como dispnéia, rubor, dor no tórax, podendo levar à morte. No entanto, estas manifestações são muito raras. Já a menadiona pode, eventualmente, causar irritação na pele e no

 

Referências Bibliográficas
Web Site: http://pt.wikipedia.org/wiki/Vitamina_K
http://dev.geraluz.com/supplementos.asp?id=69&folder=supplements&type=6

 

Observação: Esta página foi desenvolvida por especialistas da Saúdejá e está protegida pelas leis de Direitos Autorais. Sua reprodução é proibida. O texto acima tem caráter informativo e não tem a intenção de substituir uma orientação médica ou de um profissional de saúde.

 

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