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Isoleucina

 

 

 

Isoleucina

Aminoácido não produzido pelo organismo e utilizado para sintetizar proteínas. Atua como fonte de energia nos exercícios físicos. Compõe o conjunto de aminoácidos essenciais genericamente conhecidos como BCAAs

A isoleucina (Ile) é um aminoácido essencial para o funcionamento do organismo. Os aminoácidos essenciais devem ser fornecidos pela alimentação, pois sua produção no organismo é insuficiente às necessidades metabólicas. A L-isoleucina, a L-leucina e a L-valina são os três aminoácidos de cadeia ramificada que atuam em conjunto, desempenhando diversas funções no organismo. Protegem os músculos de lesões por esforço excessivo, através da promoção da síntese (produção) de proteínas e da redução do catabolismo protéico. Participam como substrato para a gliconeogênese (síntese de energia) e podem ser convertidos em componentes essenciais à produção de energia, principalmente na musculatura esquelética, onde também estimulam a produção dos aminoácidos L-alanina e L-glutamina. Estes aminoácidos podem ser utilizados como auxiliares no tratamento da encefalopatia hepática, doença que provoca lesão do fígado, geralmente em pessoas alcoolistas.
Estudos recentes indicam que o uso destes aminoácidos pode promover a cicatrização óssea e muscular em fraturas e lesões, por isso é muito utilizado em pacientes no tratamento pós-cirúrgico. Por diminuírem a disponibilidade de L-fenilalanina no cérebro, a suplementação de L-isoleucina, L-leucina e L-valina pode ser útil no tratamento da fenilcetonúria (deficiência inata da enzima fenilalanina hidroxilase ou de precursores à sua síntese) e atuar na redução dos sintomas da discinesia tardia (distúrbio motor induzido por medicamentos antipsicóticos).
A vitamina B
12 participa ativamente do catabolismo da L-isoleucina, processo no qual este aminoácido é degradado em compostos essenciais à produção de energia pelas células do organismo.

Em mulheres lactantes, a ingestão diária de proteína, cereais e grãos é fundamental no suprimento da necessidade de aminoácidos da mãe e do bebê. O leite humano é o alimento ideal para o lactente, pois nele estão contidos os nutrientes essenciais para seu desenvolvimento. A concentração desses nutrientes no leite materno varia entre mulheres, grupos étnicos, maturidade do recém-nascido e até mesmo numa mesma mamada. No entanto, mesmo com pequenas oscilações, a composição do leite humano é compatível com as limitações metabólicas e a capacidade de digestão e absorção do lactente. Portanto, a administração do leite animal ou industrializado ao bebê pode não fornecer a quantidade de aminoácidos que seu organismo necessita e, ao mesmo tempo, pode também fornecer aminoácidos incompatíveis ao seu metabolismo, prejudicando o desenvolvimento normal e aumentando o risco de desenvolvimento de futuras doenças no bebê.
 

O leite de vaca contém 228 mg/dL de L-isoleucina, enquanto no leite humano o suprimento médio desse aminoácido é de 68 mg/dL, quantidade suficiente ao lactente, com idade entre 3 e 4 meses, que necessita de 70 mg/kg por dia. O aleitamento materno continua sendo a melhor alternativa de alimentação para o lactente, por apresentar benefícios nutricionais, imunológicos e psicológicos. A amamentação é fundamental para a saúde e bem-estar da mãe e do bebê.

Por ser um aminoácido essencial, a L-isoleucina é obtida a partir do consumo de certos alimentos na dieta. Após a ingestão, a L-isoleucina é absorvida pelo intestino delgado e transportada pelo sangue até o fígado, onde parte será utilizada como substrato para a síntese de proteínas e parte será catabolizada, na presença de vitamina B
12, em derivados essenciais à produção de energia. A L-isoleucina é distribuída aos tecidos que dela necessitem através da circulação sanguínea. Este aminoácido está presente em maior concentração na musculatura esquelética, mas pode também ser encontrado no cérebro e rins. As principais fontes naturais de L-isoleucina são os alimentos protéicos de origem animal como carnes em geral, ovos, leite e derivados, bem como alimentos de origem vegetal, como arroz integral, feijão, nozes, soja, trigo integral, diversas frutas, gergelim, abóbora e batata. No entanto, estes últimos contêm pouca quantidade de aminoácidos livres. São também encontrados em alimentos fermentados, como iogurte e missô (alimento preparado a partir da soja, muito consumido pelos japoneses). Como suplemento, a L-isoleucina está disponível na forma de cápsulas, comprimidos, pós e em dietas enterais e parenterais, em associação com os outros dois aminoácidos de cadeia ramificada, a L-valina e a L-leucina, sendo as dietas enterais e parenterais de uso exclusivo hospitalar. Estes três aminoácidos podem também ser encontrados em associação com a vitamina B12 e a biotina, vitaminas envolvidas no metabolismo destes aminoácidos.

Doenças, Sintomas e Sinais Relacionados

Fenilcetonúria, Problemas Musculares

"A concentração de aminoácidos no organismo pode depender de sua ingestão e absorção adequada, seja através da dieta ou de suplementos. Portanto, o excesso ou a deficiência de sua ingestão pode causar determinadas doenças, sinais e sintomas, que serão citadas abaixo:"

Pesquisas recentes indicam que os sintomas da encefalopatia hepática (doença que provoca lesões no fígado, principalmente em pessoas alcoolistas, se devem ao acúmulo de falsos neurotransmissores no cérebro, resultantes de alterações dos níveis sanguíneos de L-isoleucina, L-leucina e L-valina. A suplementação destes aminoácidos associados pode atenuar os sintomas desta doença através da redução destes falsos neurotransmissores acumulados. Apesar de existirem poucos estudos que confirmem a evolução da encefalopatia hepática e seus possíveis tratamentos, muitos pacientes recebem dietas enterais e parenterais como tratamento auxiliar desta doença.

Dietas enterais e parenterais contendo L-isoleucina, L-leucina e L-valina são também utilizadas na nutrição de pacientes com traumas severos, como queimaduras extensas, devido à provável ação anticatabólica destes aminoácidos, impedindo a degradação das proteínas e estimulando sua síntese. Estes três aminoácidos relacionados podem prevenir a perda muscular e auxiliar na reparação de lesões teciduais através da síntese protéica. Estudos sugerem que os aminoácidos de cadeia ramificada podem inibir a degradação do glicogênio muscular durante o exercício; no entanto, não há evidências de que a suplementação destes aminoácidos possam melhorar o desempenho físico.

Anos atrás, a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada era amplamente prescrita como terapia única a pacientes com esclerose lateral amiotrópica (doença crônica e degenerativa do sistema nervoso central). Esta prescrição era baseada em um estudo piloto que sugeria altas doses desses aminoácidos para a redução dos sintomas desta doença. No entanto, estudos subseqüentes indicaram que o uso de L-isoleucina, de L-leucina e de L-valina não apresentaram os efeitos esperados, onde casos de perda da função pulmonar foram relatados e houve um aumento dos casos de morte durante o tratamento. As evidências de pouca eficácia e falta de segurança no tratamento encerraram os estudos.

Por ter a propriedade de redução da concentração de L-fenilalanina no cérebro, a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada tem sido utilizada em indivíduos com fenilcetonúria, doença caracterizada pela deficiência inata da enzima fenilalanina hidroxilase ou de enzimas precursoras à sua síntese. A função desta enzima é converter a L-fenilalanina ingerida no aminoácido L-tirosina. A deficiência desta enzima eleva os níveis da L-fenilalanina no sangue, podendo causar problemas neurológicos irreversíveis. No entanto, são necessários maiores estudos que comprovem a eficácia da suplementação destes aminoácidos em pessoas fenilcetonúricas. Outros estudos relataram que administração de L-isoleucina, L-leucina e L-valina pode também reduzir os sintomas da discinesia tardia (distúrbio motor induzido por tratamento com medicamentos antipsicóticos), ao diminuir os níveis de L-fenilalanina no cérebro.

Deficiência
Os sintomas de deficiência ocorrem geralmente como resultado da carência total da ingestão de proteínas na dieta. A deficiência moderada pode reduzir a taxa de crescimento em crianças e baixar os níveis de proteínas essenciais no sangue, enquanto que a deficiência grave pode causar apatia, despigmentação dos cabelos, lesões na pele, edema (inchaço), fraqueza, letargia, danos ao fígado, perda de gordura e de massa muscular e desnutrição severa.

Excesso
Não foram encontradas informações na literatura pesquisada.

 

   

Os suplementos contendo L-isoleucina devem ser armazenados em local seco, fresco, longe da luz direta e não devem ser congelados. Devem ser mantidos fora do alcance das crianças.

É importante levar em consideração alguns cuidados relativos à ingestão de L-isoleucina, seja através da dieta ou na forma de suplementos, pois algumas pessoas apresentam problemas que podem ser agravados pela ingestão de L-isoleucina, caso não haja orientação e supervisão de um profissional de saúde. Suplementos contendo L-isoleucina devem sempre ser administrados em associação e de forma balanceada com os outros aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-leucina e a L-valina. "Geraluz recomenda que a suplementação de L-isoleucina seja sempre orientada e supervisionada por um profissional de saúde. Encontre um neste site".

Contra-indicações

Suplementos contendo aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-isoleucina, são contra-indicados a pessoas que apresentam hipersensibilidade a qualquer componente presente na formulação.

Alergia a alimentos protéicos: suplementos contendo aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-isoleucina, não devem ser utilizados por pessoas alérgicas a alimentos protéicos, pois este aminoácido é encontrado também neste tipo de alimento.

Doença da urina de xarope de bordo e a acidemia isovalérica (doenças metabólicas): a L-isoleucina, assim como os outros aminoácidos de cadeia ramificada, é contra-indicada para indivíduos com essas disfunções metabólicas.

Encefalopatia hepática (síndrome neuropsíquica multisistêmica, secundária à insuficiência hepática aguda ou crônica, cuja complicação maior é o coma): a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-isoleucina, em pessoas com encefalopatia hepática deve ser prescrito e supervisionado por profissional de saúde.

Esclerose lateral amiotrópica (doença crônica e degenerativa do sistema nervosos central): a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-isoleucina, por pessoas com esclerose lateral amiotrópica deve ser prescrita e supervisionada por um profissional de saúde. Estudos relataram piora de alguns pacientes tratados com aminoácidos de cadeia ramificada. Recentemente, outro estudo demonstrou que, a administração de aminoácidos de cadeia ramificada em doses elevadas, aumentou a taxa de mortalidade de pacientes portadores dessa doença.

Gravidez e Lactação: o uso de suplementos contendo aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-isoleucina deve ser evitado durante a gravidez e a lactação.

Bebês e Crianças: a suplementação de aminoácidos de cadeia ramificada, como a L-isoleucina é contra-indicada a bebês e crianças.

Idosos: não foram encontradas informações na literatura pesquisada. "Geraluz recomenda que o uso de suplementos de L-isoleucina por idosos seja prescrito e supervisionado por um profissional de saúde, já que o uso deste suplemento pode interagir com alguns medicamentos freqüentemente prescritos e utilizados por idosos."

 

Referências Bibliográficas

Web Site: http://dev.geraluz.com/supplementos.asp?id=138&folder=supplements&type=1

Observação: Esta página foi desenvolvida por especialistas da Saúdejá e está protegida pelas leis de Direitos Autorais. Sua reprodução é proibida. O texto acima tem caráter informativo e não tem a intenção de substituir uma orientação médica ou de um profissional de saúde.


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