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É importante que a gestante tenha uma
alimentação equilibrada para suprir as necessidades adicionais de
nutrientes, a fim de manter sua saúde e fornecer o suprimento necessário
para o bebê. Em mulheres grávidas, verifica-se a importância da
suplementação de cálcio. Sua ingestão durante a gestação e a lactação
mostra-se eficiente na manutenção da pressão arterial, contribuindo para
a prevenção da toxemia gravídica (aumento da pressão arterial, presença
de proteínas na urina e edemas ou inchaços). Entretanto, no leite
materno, a concentração de grande parte dos minerais, entre eles o
cálcio, não é afetada pela dieta normal. O nível de cálcio do leite
materno (durante os primeiros 6 meses de lactação, 260 a 300 mg/L) é
inferior ao do leite de vaca (1.152 mg/L). Entretanto, mesmo o leite de
vaca sendo rico em cálcio, sua absorção é menor e prejudicada pela maior
concentração de gorduras saturadas (de difícil digestão), como também
pelo elevado teor de fósforo e baixo teor de lactose (carboidrato ou
"açúcar" do leite). Portanto, os lactentes alimentados somente com leite
de vaca têm maior probabilidade de desenvolver hipocalcemia (níveis de
cálcio no sangue abaixo do normal) neonatal tardia, acompanhada de
convulsões e tetania (contorções, espasmos e convulsões musculares) do
que aqueles amamentados com o leito humano. O aleitamento materno
continua sendo a melhor alternativa de alimentação para o lactente, por
apresentar benefícios nutricionais, imunológicos e psicológicos. A
amamentação é fundamental para a saúde e bem-estar da mãe e do bebê.
O organismo humano, em condições normais, necessita diariamente da
ingestão de alimentos ou de suplementos ricos em cálcio, para que se
possa manter o equilíbrio orgânico necessário para a manutenção das
atividades metabólicas entre os ossos e a corrente sangüínea. O cálcio é
absorvido no intestino, mas nem todo cálcio proveniente da dieta
consegue ser aproveitado pelo organismo. Diversos fatores podem
interferir na absorção do cálcio: a presença de vitamina D em
quantidades adequadas, a acidez no trato gastrintestinal; dietas ricas
em proteínas e glicídios, por exemplo, contribuem para o aumento da
absorção de cálcio. Porém, dietas ricas em lipídeos (gorduras), fitatos
ou oxalatos, assim como o tratamento com determinados medicamentos, como
os corticóides, podem diminuir a absorção deste mineral. A suplementação
de cálcio em dose inferior ou igual a 500 mg resulta em maior absorção
deste mineral. Após a sua utilização, o cálcio é excretado
principalmente pelos rins (150 mg/dia), mas também pode ser eliminado
pelas fezes (100 mg/dia), suor (15 mg/dia) e bile (substância produzida
pelo fígado e armazenada na vesícula biliar). A excreção no suco
pancreático e saliva corresponde a menos de 1%.
Como fontes naturais de cálcio podem
ser citados leite e derivados, amêndoas, aspargo, aveia, ameixa, tofu,
figo, soja, salmão, sardinha, mexilhão, mariscos, ostras, caviar,
alfafa, camomila, brócolis, couve-flor, couve, folhas de nabo, folhas de
mostarda, vegetais de coloração verde-escura, melado, semente de
gergelim, casca de ovo de galinha, entre outros. Como suplemento,
o cálcio está disponível nas formas de pó, comprimidos, comprimidos
efervescentes, comprimidos mastigáveis, soluções injetáveis e
suspensões. Dependendo da forma farmacêutica, pode ser encontrado como
carbonato de cálcio, citrato de cálcio, gluconato de cálcio, fumarato de
cálcio, maleato de cálcio, succinato de cálcio, aspartato de cálcio,
lactato de cálcio, fosfato de cálcio, cálcio de ostras, dolomita,
farinha de ossos, hidroxiapatita de cálcio microcristalizado, cloreto de
cálcio e glubionato de cálcio. O cálcio também pode ser encontrado em
associação com outras vitaminas e minerais em diversos suplementos
nutricionais. Porém, devido às interações negativas que podem ocorrer
entre os próprios minerais, bem como entre os minerais e as vitaminas, o
uso de suplementos que contêm a combinação desses nutrientes em uma
única cápsula ou comprimido não é recomendado, pois um acaba
comprometendo a absorção do outro por competirem, muitas vezes, pelo
mesmo local de absorção.
Doenças, Sintomas e Sinais Relacionados
Alcoolismo, Anorexia Nervosa, Asma, Cãibra Muscular, Cefaléia, Dor de
Cabeça, Diabetes, Hipertensão Arterial, Insônia, Osteoporose, Raquitismo
A concentração de minerais no organismo
depende exclusivamente de sua ingestão e absorção adequada, seja através
da dieta ou de suplementos. Portanto, o excesso ou a deficiência de sua
ingestão pode causar determinadas doenças, sinais e sintomas, que serão
citadas abaixo:
O nível de cálcio no organismo está
diretamente relacionado à ingestão e absorção. Entretanto, quando o
corpo apresenta deficiência ou excesso deste mineral, conseqüentemente
irá apresentar doenças, sinais e sintomas relacionados a tal
desequilíbrio.
Deficiência
A deficiência de cálcio no organismo provoca prejuízos à saúde. A
carência deste mineral nas células, no sangue e nos músculos, ocasiona a
perda de cálcio dos ossos, promovendo um desequilíbrio orgânico que leva
ao aparecimento de algumas doenças características. As principais causas
de deficiência de cálcio no organismo são a má absorção, dietas pobres
em cálcio e deficiência de vitamina D. Outros fatores relacionados são o
diabetes (doença caracterizada por níveis acima do normal de glicose
sangüínea), síndrome do intestino curto, hipertireoidismo (atividade
funcional excessiva da glândula tireóide), doenças hepáticas e renais,
gastrectomia (excisão de qualquer parte do estômago), tratamento com
diuréticos (principalmente diuréticos tiazídicos), menopausa,
alcoolismo, entre outros.
Os idosos e as mulheres em
fase pós-menopausa freqüentemente apresentam deficiência de cálcio.
Dentre outros grupos de risco, pode-se citar as gestantes, os
consumidores excessivos de álcool (alcoolistas), usuários de corticóides,
pessoas sedentárias, usuários de antiácidos que contêm alumínio, pessoas
que sofrem de deficiência da enzima lactase, responsável pelo
metabolismo da lactose (açúcar presente no leite e seus derivados) e
intolerância ao leite e derivados. Nestes casos, a suplementação de
cálcio é recomendada, mas sob orientação e supervisão de um profissional
de saúde.
A osteoporose é uma das
principais doenças provocadas pela deficiência de cálcio no organismo. É
caracterizada como uma doença óssea degenerativa e grave que ataca,
principalmente, idosos e mulheres acima de 45 anos em fase
pós-menopausa. Como a maior parte do cálcio está presente nos ossos e
nos dentes, o organismo passa a retirar o cálcio dos ossos para
compensar tal deficiência. Deste modo, os ossos vão se tornando cada vez
mais fracos e frágeis, vulneráveis a fraturas, dando início ao processo
de osteoporose. A osteoporose é o resultado, não só de uma nutrição
inadequada, deficiente - inclusive de cálcio e vitamina D -, mas também
da diminuição da produção de hormônios, menor atividade física e de
fatores genéticos e sociais. Uma vez ocorrida, a perda óssea não pode
ser revertida, sendo o ideal prevenir. A maioria dos pesquisadores
acredita que, em mulheres acima de 45 anos, somente a suplementação de
cálcio não seja suficiente para interromper a evolução da osteoporose,
sendo também necessária a terapia com reposição de estrogênio (hormônio
feminino). Recentes estudos demonstraram que a ingestão de cálcio desde
a adolescência, entre os 10 e 20 anos, o exercício físico e o estilo de
vida, parecem exercer um papel importante no desenvolvimento ou não da
osteoporose.
Entre outras doenças
resultantes de hipocalcemia estão a osteomalácia e o raquitismo,
relacionadas à deficiência de vitamina D. Entretanto, a primeira se
manifesta em adultos; a segunda, somente em crianças, podendo ocorrer
fraturas freqüentes, deformidades ósseas e cãibras musculares. Em
crianças também podem ocorrer retardo no crescimento e
hiperparatireoidismo (hiperfunção da glândula paratireóide).
A hipertensão arterial
(pressão sangüínea acima do normal) e a artrite reumatóide (inflamação
de uma ou mais articulações) também são doenças que podem surgir devido
à deficiência de cálcio no organismo. Os sintomas da deficiência de
cálcio no organismo são fraturas freqüentes, hipocalcemia (níveis de
cálcio no sangue abaixo do normal), hipertensão arterial (pressão alta),
hipercolesterolemia (níveis de colesterol sangüíneo acima do normal),
arritmia cardíaca, insônia, paralisia muscular, parestesias (sensação,
sobre a pele de queimação, dormência, coceira, entre outras), cãibras
musculares, enfraquecimento dos dentes, crises convulsivas, tetania
(contrações musculares intermitentes, acompanhadas de tremores,
paralisias e dores musculares), pele seca e grossa e alopecia (perda
temporária ou definitiva de pêlos ou cabelos).
Excesso de Cálcio
De forma geral, o excesso de cálcio no organismo é mais difícil de
ocorrer que sua deficiência, mas a superdosagem através da
suplementação excessiva deste mineral pode resultar em hipercalcemia
(níveis de cálcio sangüíneo acima do normal), cujos sintomas
característicos são hipotonia muscular (redução ou perda do tônus
muscular), letargia, anorexia (perda do apetite), constipação intestinal
severa (prisão de ventre), cálculos renais, dores ósseas e musculares,
confusão mental, irregularidades dos batimentos cardíacos, náuseas,
vômitos, secura da boca, cefaléia (dor de cabeça) contínua, sede,
hipertensão arterial (pressão alta), irritabilidade, depressão, gosto
metálico, sensibilidade à luz, aumento da diurese (urina) e coma.
Precauções
Cálcio
Os suplementos de cálcio devem ser armazenados
em local seco, fresco, longe da luz direta, mantidos fora do alcance das
crianças e não devem ser congelados. Os suplementos de cálcio na forma
de carbonato de cálcio, devem ser administrados durante as refeições,
quando ocorre maior liberação de ácido clorídrico aumentando a absorção
deste mineral. De um modo geral, recomenda-se que a suplementação de
cálcio, tanto em homens como em mulheres, seja feita juntamente com
algum alimento, a fim de diminuir o risco de formação de cálculos
renais.
É importante levar em consideração alguns cuidados relativos à ingestão
do cálcio, seja através da dieta ou na forma de suplementos, pois
algumas pessoas apresentam problemas que podem ser agravados pela
ingestão do cálcio, caso não haja orientação e supervisão de um
profissional de saúde.
Contra-indicações Cálcio
Suplementos de cálcio são contra-indicados às pessoas que apresentam
hipersensibilidade a qualquer componente presente na formulação.
Bebês e Crianças: recomenda-se que o uso de suplementos de cálcio
por bebês e crinças seja prescrito e supervisionado por um profissional
de saúde.
Cálculo renal: pessoas que apresentam
propensão à formação de cálculo (pedra) renal só devem utilizar
suplementos de cálcio se orientadas por um profissional de saúde, pois o
excesso de cálcio nestes casos pode aumentar a formação e a freqüência
do aparecimento de cálculos renais.
Câncer: pessoas portadoras de câncer podem apresentar
hipercalcemia (níveis de cálcio sangüíneo acima do normal), estando a
suplementação de cálcio contra-indicada neste caso.
Digoxina, digitoxina, deslanósido, metildigoxina: a utilização
destes medicamentos (glicosídeos cardiotônicos), associada com sais de
cálcio, principalmente quando o cálcio é administrado por via
intravenosa, pode provocar arritmias cardíacas (irregularidades nos
batimentos do coração), algumas vezes levando à morte. Isso ocorre
devido à potencialização do efeito destes medicamentos pelo cálcio, pois
ambos atuam aumentando a freqüência e a força de contração do músculo
cardíaco.
Gravidez e Lactação: durante a gravidez e a lactação a
necessidade de cálcio é maior, no entanto não se deve ultrapassar o
limite de recomendação de ingestão diária deste mineral na dieta.
"Saúdejá recomenda que o uso de suplementos de cálcio por gestantes e
lactantes seja prescrito e supervisionado por um profissional de saúde".
Hipercalcemia: o uso de suplementos que contêm cálcio é
contra-indicado às pessoas que apresentam hipercalcemia (níveis de
cálcio no sangue acima do normal).
Hipervitaminose D: pessoas que fazem uso de suplementos de
vitamina D em doses elevadas podem apresentar hipercalcemia (níveis de
cálcio no sangue acima do normal), pois a vitamina D aumenta a absorção
de cálcio no organismo, estando a suplementação de cálcio
contra-indicada neste caso.
Hiperparatireoidismo: o uso de suplementos de cálcio é
contra-indicado às pessoas com hiperparatireoidismo (funcionamento
excessivo da glândula paratireóide). Indivíduos portadores de tal
doença, normalmente, desenvolvem hipercalcemia (níveis de cálcio no
sangue acima do normal) devido à elevada secreção de paratormônio (PTH)
pela glândula paratireóide, que aumenta a concentração de cálcio no
sangue por ação nos ossos, rins e intestino. A suplementação de cálcio,
neste caso, aumentaria ainda mais o nível deste mineral no sangue,
agravando o quadro de hipercalcemia.
Idosos: os idosos necessitam de cuidados na ingestão de cálcio,
pois, nesta fase, existe uma probabilidade maior de desenvolverem
patologias que possam interferir nos níveis de cálcio no organismo.
Verifica-se, ainda, uma diminuição natural na ingestão do cálcio através
da alimentação e diminuição da absorção deste mineral pelo organismo,
que ocorre com o passar da idade. "Saúdejá recomenda que o uso de
suplementos de cálcio por idosos seja prescrito e supervisionado por um
profissional de saúde, já que o uso deste suplemento pode interagir com
alguns medicamentos freqüentemente prescritos e utilizados por idosos."
Sarcoidose: pessoas com sarcoidose
(doença inflamatória granulomatosa crônica, de distribuição
multisistêmica, sendo os pulmões os principais órgãos acometidos.) podem
apresentar hipercalcemia (níveis de cálcio no sangue acima do normal),
estando a suplementação de cálcio contra-indicada neste caso.
Toxicidade
A suplementação de cálcio em doses elevadas, por vários dias ou
semanas, pode resultar em hipercalcemia (níveis de cálcio no sangue
acima do normal).
Os sintomas característicos da hipercalcemia são hipotonia
muscular (redução ou perda do tônus muscular), letargia, anorexia (perda
do apetite), constipação intestinal severa (prisão de ventre) cálculos
renais, dores ósseas e musculares, confusão mental, irregularidades dos
batimentos cardíacos, náuseas, vômitos, secura da boca, cefaléia (dor de
cabeça) contínua, sede, hipertensão arterial (pressão alta),
irritabilidade, depressão, gosto metálico, sensibilidade à luz, aumento
da diurese (urina) e coma.
Nutrição
O
cálcio é essencial para a transmissão nervosa, coagulação do sangue,
contração muscular, atua também na respiração celular, além de garantir
uma boa formação e manutenção de ossos e dentes. Por sua presença na
formação óssea o cálcio é um dos elementos mais abundantes no corpo
humano.
Outras funções do Cálcio
Recentemente foi descoberto que o cálcio ajuda na
produção dos líquidos linfáticos.
Deficiência
Por ser
essencial para o funcionamento do organismo, quando existe deficiência
de cálcio na corrente sanguínea (por má alimentação, questões hormonais
ou outros motivos) o corpo tende a repor a deficiência retirando cálcio
dos ossos. A deficiência de cálcio pode levar a osteopenia e
osteoporose, na qual os ossos se deterioram e há um aumento no risco de
fraturas especialmente nos ossos mais porosos.
Também sua deficiência pode causar: agitação, unhas quebradiças,
propensão à cáries, depressão, hipertensão, insônia, irritabilidade,
dormência no corpo e palpitações.
Excesso
Seu excesso pode ocasionar
as conhecidas "pedras" no rim, que são na verdade pequenos aglomerados
de uma substância conhecida como oxalato de cálcio. Este tipo de
formação é mais comum em decorrência da ingestão de cálcio de origem
mineral (presente no solo e conseqüentemente na água de determinadas
regiões) e também em alguns suplementos alimentares, já que este tipo de
cálcio não é muito bem absorvido pelo organismo.[2]. Ingestão de água em
quantidade suficiente ajuda evitar as pedras nos rins.
Consumir cálcio em excesso também pode ocasionar a redução de outros
minerais, como magnésio.
Também seu excesso pode causar anorexia, dificuldade de memorização,
depressão, irritabilidade e fraqueza muscular.[3][4]
Necessidade diária
A ingestão diária recomendada de cálcio varia com a idade[5]:
|
Idade |
Cálcio (mg/dia) |
|
0 a 6 meses |
210 |
|
7 a 12 meses |
270 |
|
1 a 3 anos |
500 |
|
4 a 8 anos |
800 |
|
9 a 13 anos |
1300 |
|
14 a 18 anos |
1300 |
|
19 a 50 anos |
1000 |
|
51+ anos |
1200 |
Fontes alimentares de cálcio: Os principais alimentos fontes de
cálcio são:
laticínios (leite e derivados, como iogurte e queijo)
hortaliças da espécie Brassica oleracea (couves): como brócolis,
couve-flor, couve, repolho, ...
verduras verde escuras (com exceção do espinafre, devido ao alto
teor de ácido oxálico)
outros: algas marinhas, gergelim integral, amêndoas, feijões, etc.
Exercícios físicos
Exercícios físicos que envolvam impulsionamento de peso (ex.:
alterofilismo, caminhada e basquetebol) contribuem para a fixação de
cálcio nos ossos. Especialmente na adolescência (até os 22 anos), já na
idade adulta os exercícios mantêm e podem aumentar a massa óssea em 1 ou
2%.
Absorção
O Cálcio é absorvido pelo intestino. Uma
alimentação muito líquida ou muito rica em fibras pode acelerar a
passagem do cálcio pelo intestino diminuindo sua absorção. O corpo
absorve apenas cerca de 500 mg de cálcio por vez portanto a ingestão de
cálcio deve ser distribuída ao longo do dia. A Vitamina D é essencial
para a absorção do cálcio.
Interação com proteínas
Consumo excessivo de proteína estimula a
eliminação de cálcio através da urina. [6][7].
Interação com outros nutrientes
Para que possamos absorver o cálcio é
necessário Vitamina D.
O sódio se liga ao cálcio gerando um composto que não é absorvido pelo
corpo. Pessoas com deficiência de cálcio devem evitar o consumo
excessivo de sódio (encontrado no sal de cozinha e diversos alimentos
industrializados)
Estudos mostraram que a ingestão de 3 mg de boro por dia pode reduzir a
excreção de cálcio em 44%.
Acredita-se que a cafeína contribui para a retirada de cálcio dos ossos
O ferro também se liga ao cálcio diminuindo sua absorção
Uma das funções do cálcio é diminuir a acidez do organismo. Uma
alimentação muito ácida exigirá mais cálcio portanto este tipo de
alimento (como refrigerantes, pimenta, vinagre, frutas cítricas) deve
ser evitado por pessoas com deficiência do mineral.
O ácido oxálico, encontrado com maior predominância na mandioca,
espinafre, cenoura e rabanete, se liga ao cálcio, portanto o consumo
contínuo destes alimentos deve ser evitado em pessoas com deficiência de
cálcio. Suplementos de cálcio ingeridos juntamente com alimentos ricos
em ácido oxálico podem fazer com que o oxalato de cálcio se precipite.
[8][9]. O oxalato de cálcio precipitado é conhecido como pedras nos rins
(cálculo renal). O ácido oxálico também é encontrado em menor quantidade
na couve de folhas e de bruxelas, alho, feijão, batata-doce, brócolis e
agrião, no entanto muitos destes últimos possuem quantidade
significativas de cálcio. Deve-se observar também que a cenoura é uma
das principais fontes vegetais de vitamina A, a abóbora poderia
substituí-la em uma dieta.
Ácido fítico - Interage negativamente com o Cálcio.
Água - Beber água em quantidade suficiente para gerar 2 a 2,5 litros de
urina diariamente ajuda a evitar que o cálcio consumido inadequadamente
se precipite no sistema linfático.
Outras interações
Medicamentos a base de Glicocorticóide, usados
por exemplo no tratamento da asma, diminuem a absorção de cálcio.
Suplementação
Pelo
fato do cálcio reagir de forma diferenciada com diversos minerais
deve-se tomar cuidado na sua suplementação que deve ser acompanhada por
um especialista. O uso excessivo de cálcio origem mineral também pode
ocasionar depósitos no organismo. É recomendável cautela na escolha dos
diversos suplementos disponíveis no mercado. Além da filtração que evita
a entrada de partículas maiores no organismo deve-se observar o processo
de refino, que retira metais pesados eventualmente presentes no ambiente
onde o cálcio foi extraído.
1. Retículo nucleoplasmático - Sônia Lopes
2. Felippe, J Jr. : Pronto Socorro: Fisiopatologia - Diagnóstico -
Tratamento. In Capítulo 10, José de Felippe Junior : Distúrbios
Hidroeletrolíticos : Na+ , K+ , Ca++ , PO4 e Mg++ ; pag.82-97, 1990 ;
Editora Guanabara Koogan, 2 a Ed. - Rio de Janeiro.
3. Bashour, T.; Basha, H.S. & Cheng, T.O.: Hypocalcemic cardiomyopathy,
Chest, 78(4): 663,1980.
4. Bell, N.H.: Hypercalcemic and hypocalcemic disorders: Diagnosis and
treatment. Nephron, 23:147,1979.
5. Dietary Supplement Fact Sheet: Calcium
6. Feskanich; Willett WC, Stampfer MJ, Colditz GA (1996). "Protein
consumption and bone fractures in women". American Journal of Epidemiol
143: 472-9.
7. Abelow; Holford TR, Insogna KL (1992). "Cross-cultural association
between dietary animal protein and hip fracture: a hypothesis.".
Calcified Tissue International 50: 14-18..
8. Morozumi M, Hossain RZ, Yamakawa KI, Hokama S, Nishijima S, Oshiro Y,
Uchida A, Sugaya K, Ogawa Y. "Gastrointestinal oxalic acid absorption in
calcium-treated rats". Urol Res. PMID 16444511.
9. Hossain RZ, Ogawa Y, Morozumi M, Hokama S, Sugaya K. "Milk and
calcium prevent gastrointestinal absorption and urinary excretion of
oxalate in rats". Front Biosci.. PMID 12700095.
Web Site: http://dev.geraluz.com/supplementos.asp?id=201&type=4&folder=supplements
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