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Como funciona a ação ergogênica
da cafeína
O poder da cafeína
Um agente ergogênico é qualquer
mecanismo ou efeito psicológico, nutricional ou farmacológico que melhora a
performance do indivíduo, seja nas atividades físicas esportivas quanto
ocupacionais. A cafeína tem esse incrível poder - ela aumenta a tolerância ao
exercício e posterga a fadiga. Por isso, a bebida é ideal para atletas que
praticam esportes anaeróbicos (de alta intensidade e curta duração) e aeróbicos
(baixa ou média intensidade e alta duração).
Ainda não está claro como age a
cafeína, mas acredita-se que seu efeito seja decorrente da ação da substância no
sistema nervoso central, que afeta a percepção subjetiva de esforço e/ou a
propagação dos sinais neurais entre o cérebro e a junção neuromuscular, fazendo
com que a sensação de fadiga demore a aparecer.
Outro mecanismo, sobre o músculo
esquelético, aumenta os níveis intracelulares de cálcio nos músculos e a
eficiência da contração. Isso porque a cafeína age sobre o retículo
sarcoplasmático, o que aumenta o nível de cálcio tornando, assim, esse mineral
disponível para o processo de contração muscular.
A cafeína é um excelente
estimulante uma vez que pertence a uma classe de compostos chamada xantina,
também encontrada em chás, guaraná, chocolate e refrigerantes. Quando consumida
via oral, a cafeína é rapidamente absorvida pelo corpo, mas o auge de
concentração de cafeína na corrente sanguínea acontece uma hora depois.
Justamente por isso, recomenda-se que a prática de exercícios físicos aconteça
uma hora após a ingestão da bebida.
Estudos comprovaram que a dosagem
de cafeína ingerida não altera significativamente os efeitos no corpo humano.
Uma quantia excessiva de cafeína traz efeitos negativos, como irritabilidade,
dor de cabeça, insônia, diarréia e palpitação do coração. A dose considerada
letal para um adulto equivale a aproximadamente 10 gramas.
Até 2003, a Agência Mundial
Antidoping (World Anti Doping Agency - WADA) considerava a cafeína como doping.
Hoje ela não está mais na lista de substâncias proibidas, mas seu uso pelos
esportistas ainda é monitorado.
Bibliografia (s)
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percebido (LEP). Motriz. 2008;14(3):300-9.
Camargo MCR, Toledo MCF. Teor de cafeína em cafés brasileiros. Ciênc Tecnol
Aliment. 1998;18(4):421-4.
Brenelli ECS. A extração de cafeína em bebidas estimulantes - uma nova abordagem
para um experimento clássico em química orgânica. Quim Nova. 2003;26(1):136-8
Altimari LR, Cyrino ES, Zucas SM, Okano AH, Burini RC. Cafeína: ergogênico
nutricional no esporte. Rev Bras Ciên e Mov. 2001;9(3):57-64.
*As
informações do texto também foram retiradas de artigo cedido pelo ADS
Laboratório Nutricional Ltda.
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